Networking funciona para empreendedoras?

Será que o networking funciona para mulheres empreendedoras?

Você provavelmente já ouviu alguém dizer que o que importa não é o que você sabe e, sim, quem você conhece. Nos negócios, o networking é mesmo uma ferramenta muito importante, especialmente para quem está começando, e você já deve estar cansada de ler isso.

No entanto, vêm surgindo alguns indícios de que essa prática funciona melhor para uns do que para outros. Ou melhor, outras: uma pesquisa feita na escola de negócios INSEAD aponta que o networking pode não ser tão eficiente para as mulheres quanto é para os homens.

A pesquisa foi coordenada pela professora de Finanças Lily Fang e levanta as relações de analistas financeiros em Wall Street com empresários. A equipe de Fang observou que entre os 1.815 entrevistados, as mulheres tinham mais conexões com empresários que os homens, mas que estes recebiam mais ajuda de seus contatos.

O grupo de conexões que tinha um resultado mais positivo no trabalho das analistas era o de executivas mulheres. A colaboração de uma executiva podia aumentar a precisão do trabalho da analista em até 2,5%. Já entre homens, esse número subia para 4,7%, o que sugere a existência de um verdadeiro “clube do bolinha” no ambiente profissional.

Networking funciona para empreendedoras?Essa forte colaboração entre homens acaba inibindo as mulheres empreendedoras.

É o que observa Jeanne M. Sullivan, da StarVest Partner, empresa de capital de risco, que nota que as mulheres costumam hesitar no momento de fazer networking com pessoas que não conhecem.

Isso acontece em parte porque as mulheres ainda são, infelizmente, minoria no universo dos negócios, o que pode ser bastante intimidante. O empoderamento feminino infelizmente não chegou a todas empresas. Mas como superar isso?

Entre em ação: Abordar pessoas que você não conhece para divulgar seu negócio pode ser mesmo desagradável. Por isso, não pense que você está indo para algum evento para vender sua empresa. Antes de tudo, o networking serve para perceber oportunidades. Se você participar de eventos e grupos com isso em mente, vai ter uma experiência muito melhor e as pessoas com quem você conversar vão perceber isso. Faça perguntas e busque nas respostas que receber problemas que a sua empresa pode ajudar a resolver.

São essas interações que vão trazer outra finalidade essencial do networking: construir relacionamentos. Com uma conversa focada em trocar contribuições com outras pessoas e empresas, você tem mais chances de enxergar possibilidades de parcerias e clientes, ou até de futuros sócios e funcionários.

A pesquisa feita na INSEAD ainda mostra que, em comparação aos homens, as mulheres entrevistadas tinham investido muito mais em qualificação profissional, com uma trajetória acadêmica mais extensa.

Outro estudo também mostra que a caminhada das mulheres até cargos de liderança é mais demorada que a dos homens. Isso acontece justamente porque o networking tem resultados diferentes para elas e para eles.

De acordo com esse artigo da Harvard Business Review, o caminho para uma executiva ser promovida a CEO é 50% mais longo que o dos homens. Para os executivos, esse caminho é mais rápido porque acontece entre empresas, a partir dos contatos que eles fazem em sua trajetória profissional. Já as mulheres costumam crescer dentro do mesmo lugar.

Sarah Carmichael, que escreve o texto na Harvard Business Review, acredita que esses dados deixam uma coisa clara: precisamos parar de seguir as regras dos homens, elas não funcionam para nós.

Mas isso não significa que as mulheres devem se fechar entre elas. Grupos de networking femininos são ótimos, mas não são o suficiente para ajudar ao empreendedorismo feminino a invadir um mercado tão masculino.

Entre em ação: Encare toda oportunidade de networking como uma chance para aprender. Aproveite esses momentos para melhorar sua postura profissional e perceber como o mercado se comporta. Fazer o seu negócio crescer vem em segundo plano.

Se você tem vergonha de começar, experimente praticar o networking em um lugar tão importante quanto eventos profissionais: a internet. A busca por conexões também acontece online, com a presença da empreendedora em grupos de discussão do LinkedIn, por exemplo, e com a busca por possíveis contatos em redes como essa. É importante que sua voz seja ouvida.

Uma coisa é certa em relação ao networking: você não tem nada a perder. Por isso, não se encha de preocupações e lembre-se da dica da Susan McPherson, diretora de Marketing da Fenton, uma empresa de Relações Públicas: “Não faça networking para ‘ir em frente’, faça porque é divertido e porque você vai aprender muito sobre o mundo que está ao seu redor e sobre você mesma”.

Fonte: Mulheres Seguras

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